~ Lôngara - Actividade Literária e Memória Alvi-Anil ~
Espaço de Actividade Literária Pública: para colocação de artigos de escrita avulsa, extensiva a matéria textual de alguns dos livros escritos pelo autor... Mais outras publicações e escritos.

- Ah, "Lôngara" (conf. Dicionário Onomástico), significa "Algo Arqueológico", servindo aqui para associação vasta... como foi antigo termo donde evoluiu LONGRA... Enquanto Alvi-Anil (elem. de comp. do latim albus = branco; mais subst. masc. = substância azul) é o tom azul e branco do baluarte afectivo!



Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Carnaval da Vila da Longra - Felgueiras / 2012


O Carnaval da Longra, que desde sua criação até aos dias de hoje atrai as atenções das populações da região, mobilizando grande afluência de visitantes, teve neste Dia de Carnaval já sua expressão mais foliona, havendo inclusive merecido honras de figurar na televisão, graças a uma reportagem do Porto Canal, transmitida nesse canal do F. C. Porto e representante dos interesses da região norte do país.

Organizado como desfile oficial desde 1997, o chamado Carnaval da Longra sobressai no cortejo alegórico, conhecido Corso Carnavalesco Longrino, que tradicionalmente percorre as artérias principais da área urbana da vila. Qual ambiência festiva detentora de justo realce, sendo festividade ainda além dessa parte do programa principal, por também se distinguir pelo enterro do Entrudo e leitura do Testamento, com que é encerrado o cartaz, à noite. Cuja realização decorreu este ano pela 16. ª vez, em consecutivos dezasseis anos de realização estilizada, tornando já este cortejo alegórico como Corso Carnavalesco com mais tradições do Concelho de Felgueiras.



Do que aconteceu neste ano de 2012, registamos aqui, assim, uma sequência de imagens reportadas ao acontecimento, quão expressiva possa ser, em vista de demonstrar tudo o que apraz da ocasião, à posteridade.
















© ARMANDO PINTO 
(imagens com direitos reservados)


- Recorde-se que o Carnaval da Longra também tem sua História, que se pode recordar acedendo directamente (clicando sobre o link respectivo): 
em
Carnaval Tradicional da Longra...

A. P.

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

Carnaval mais colorido, animado e mascarado - alegoria a D. Afonso Henriques, versus F. C. Porto = Guimarães X Benfica !


O Benfica perdeu, ao chegar o Entrudo - É Carnaval ninguém leva a mal... e viva a folia! 

Perante a arrogância dos responsáveis institucionais encarnados, dos adeptos e da própria comunicação social do clube do regime nacional, a equipa principal de futebol do Benfica de Lisboa perdeu, em Guimarães, e assim o F. C. Porto aproxima-se bem do topo da tabela classificativa do campeonato português. 

Ora o caso recupera e vinca factos históricos: Segundo a tradição, D. Afonso Henriques bateu na mãe... Agora o mesmo, porque está no emblema do Vitória de Guimarães, que tem sido Benfica B, acabou de" bater" de novo na mãe, na derrota do Benfica A...

Em dia de Carnaval, quando desfilam nas ruas personagens alegóricos, entre mascarados foliões, pese o devido desconto, o caso tende para extensiva relação, trazendo à mente, a propósito:

A figura desse egrégio conquistador, como tal, merece um lembrete, tipo “post-it” mental, de homenagem recordatória – porque, afinal, foi um perseguidor dos mouros, um secular mata-mouros.


© Armando Pinto 

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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Recordações: Quando os bons momentos suplantam os menos memorandos...



Quando surgem momentos menos bons, dentro do que nos toca sobremaneira, há sempre outros que lembram. Cuja vivência, por muitos anos que passem, não mais se apaga e tudo compensa.

Ora, é precisamente o que apraz lembrar com a imagem junta, recordando o que se passou em Junho de 1978 - Aquando da conquista do desejado Título Nacional de futebol de 1977/78...!


Armando Pinto


Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Biografia de Frederico Barrigana: O Homem das Mãos de Ferro do F. C. P. – II (cont.)


Conforme ficou expresso no “post” anterior, havia ideia de publicar o livro da vida de Barrigana, através de material distribuído nalguns fascículos, ao género de retalhos em sucessiva continuidade. Porém, verificando-se que o interesse não será assim tanto, mediante o eco que ressoa, não se justificando danificar o livro na necessária digitalização, resolvemos poupar o exemplar bibliográfico em apreço e interromper a publicação em causa. 

Em vista disso, deixamos apenas uma vista por mais duas páginas, encerrando este tema. Para, depois, quando possível, se voltar ao normal contacto de continuação mediante estas exposições partilhadas, no rumo traçado.


© Armando Pinto 

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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Biografia de Barrigana: O Homem das Mãos de Ferro do F. C. Porto – I


Há uma máxima que tornou corrente dizer-se que há homens (pessoas) que são nossos familiares, não pelo sangue mas sim pelo coração. Querendo indicar um sentido afectivo, quanto a alguém que nos diz alguma coisa especial. O mesmo, se pode dizer, sente-se assim por pessoas que nunca conhecemos pessoalmente, nem são ou foram nossas contemporâneas, mas cujo rasto que deixaram nos liga de algum modo marcante, bem como o que representaram nos identifica e faz rever no que torna perene sua memória. 

É o que sucede, no caso, com tantos nomes que representaram a causa do F. C. Porto, nosso ente especial no plano vivente. Entre os quais, e tantos e muitos possíveis, ocorre com Barrigana, o Mãos de Ferro do F. C. Porto e do desporto nacional, nome que faz parte do imaginário clubístico-desportivo de sucessivas gerações. Um personagem eternamente focado quer para quem o conheceu, como para quem só dele ouviu falar ou leu a respeito de sua aura. 

Assim sendo, procurando honrar tamanho vulto da história gloriosa desse bem especial que é o F. C. Porto, vamos fixar a biografia do mesmo guarda-redes que foi um dos maiores na galeria dos grandes guarda-redes do F. C. do Porto, um dos quais precisamente Soares dos Reis, anteriormente aqui homenageado. 

Para o efeito, num privilégio aos leitores acompanhantes deste blogue, vamos expandir as páginas de um velho livro, editado nos inícios da década de 50 e da autoria do jornalista José Parreira, com prefácio do famoso Cândido de Oliveira. Tratando-se duma peça hoje rara em qualquer lado, que honrosamente possuímos em nossa biblioteca doméstica. 

Posto isto, começamos hoje pelas respectivas primeiras páginas da obra em apreço (as quais, no volume impresso, correspondem às de numeração ímpar, porque as de números pares consistiam de anúncios publicitários dos patrocinadores da edição); para, depois, durante alguns dias e inerentes postagens irmos publicando as restantes, em sucessiva continuidade.









(continua)

© Armando Pinto 

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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Soares dos Reis - guarda-redes e dirigente do F. C. Porto em tempos idos...


Em rescaldo do artigo anterior, dedicado ao Soares dos Reis que foi um valoroso guardião das balizas do F. C. Porto nos campos de futebol, em plena década dos anos trinta, bem como parte ainda dos quarenta, do século XX, e porque se justifica uma mais ampla exposição à sua elevada estatura, não só físico-atlética mas sobretudo de grande valia desportiva, voltamos ao mesmo tema com vista a prolongar a respectiva evocação, com mais algo de acréscimo.


Adiante-se que houve um outro Soares dos Reis que, como grande artista escultor, está dignamente perpetuado no museu de seu nome, na cidade do Porto. E existiu o guarda-redes, futebolista que chegou a alinhar ao lado de Pinga e outros vultos sagrados da camisola alvi-anil portista, que é o que homenageamos com estas evocações.

Para o efeito, socorremo-nos de algumas publicações, no sentido de reforço na junção de várias fontes, visto não haver muito material disponível.

Convirá, antes de mais, ter-se em conta que nestas e outras publicações surgem amiudadas vezes algumas imprecisões - como num dos casos a mostrar, por exemplo, em que até é dado Soares dos Reis como natural de Paredes, quando era de Penafiel (devendo haver confusão com o facto de ser de Paredes um outro nome grande do futebol, António Araújo, grande futebolista do F. C. Porto e da história do futebol português)… 

Então, indo ao cerne, começa-se pela obra “FC Porto – figuras &  factos / 1893-2005”, de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias, com chancela de produto oficial FCP, em cujo volume são apresentados elementos sumários.


Segue-se uma mais completa abordagem no livro “A Vida do Grande Clube Nortenho (2)”, numa saga de dois pequenos livros de Luís César e edição em 1978 das Selecções Desportivas.


Continua-se com o “Livro dos Craques – Porto”, livro distribuído com o jornal 24 Horas, em 2001, numa edição da Quidnovi.


E, por fim, entre outros exemplares possíveis, mas para evitar repetição de dados, encerra-se com o que ficou a constar na “Enciclopédia do Desporto”, volume 12, edição Quidnovi, em 2003.



© Armando Pinto

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Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

Soares dos Reis: guarda-redes do F. C. Porto, que tirava coelhos da cartola!


Vive-se no seio do F. C. Porto, presentemente, um ciclo de estabilidade em termos de psicologia afectiva, sabendo e sentindo-se a grandiosidade que o clube atingiu e, pese as circunstâncias da evolução competitiva, nomeadamente pelo cotejo à protecção que está a ser dada ao adversário que é clube do regime, já existe instalada uma autêntica mística de matriz clubista azul e branca. 

Com esse cenário por fundo, impulsiona o sentimento Portista um reforço de tal mística, através de retrospectiva a anteriores estados, para não deixar adormecer estes expoentes à sombra dos louros, fazendo sempre ter presente anteriores impulsos que foram sendo dados na vida do clube, ao longo dos tempos. 

Em vista desse prisma, desta feita recuperamos uma entrevista do antigo guarda-redes Soares dos Reis, um daqueles magos da bola dos tempos ainda quase das balizas às costas. Soares dos Reis que se treinava, a lançar-se às bolas, atirando-se a apanhar coelhos (motivo porque se deixou captar numa fotografia com um coelho, como se pode ver na imagem). O que ele narrou em anteriores entrevistas, mas não na que agora trazemos a público aqui, dada em 1986 numa conversa cujo teor foi publicado no Jornal de Notícias, dando nota do panorama de tempos antigos, como os vividos nos diversos campos onde se impregnou o suor dos atletas do F. C. Porto, que se recordam, por fim, num enquadramento memorial, em recorte de apoteose de fixação histórica – por meio de excertos de um caderno do JN de 19-12-1986.





© ARMANDO PINTO 

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