~ Lôngara - Actividade Literária e Memória Alvi-Anil ~
Espaço de Actividade Literária Pública: para colocação de artigos de escrita avulsa, extensiva a matéria textual de alguns dos livros escritos pelo autor... Mais outras publicações e escritos.

- Ah, "Lôngara" (conf. Dicionário Onomástico), significa "Algo Arqueológico", servindo aqui para associação vasta... como foi antigo termo donde evoluiu LONGRA... Enquanto Alvi-Anil (elem. de comp. do latim albus = branco; mais subst. masc. = substância azul) é o tom azul e branco do baluarte afectivo!



Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

Vislumbre de Colaboração no jornal O Porto


Na máxima antiga de não guardar para depois o que se pode fazer antes, já há uns bons anos atrás tivemos a dita de ter podido participar, graciosamente, com algo atinente à vitalidade do F. C. Porto, como colaborador do antigo órgão informativo do clube, o semanário O Porto. 

Recuando agora no tempo, numa perspectiva coeva, fazemos uma revisão por um dos textos então colocados no jornal do clube (por um jovem com cerca de vinte anitos de idade), através de cujo arrazoado se pode notar a diferenciação e evolução entretanto deparada no panorama do Hóquei em Patins do F. C. Porto, como até no próprio futebol e ambiente das Antas, entre exemplos possíveis de verificar. 

Eis aí, assim, um artigo que teve lugar no jornal O Porto de 19 de Dezembro de 1974, nos primeiros tempos da nova era que começava a surgir, dentro do panorama desportivo português – e não só!



© Armando Pinto 

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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Crónica no "Semanário de Felgueiras" - Futebol Felgueirense na identidade Concelhia



Futebol de Felgueiras na identidade concelhia

Em conciliação com a história, passados tempos do infeliz desaparecimento da representatividade felgueirense no mundo do futebol, eis que Felgueiras se apresta para regressar aos grandes palcos do desporto-rei a nível nacional. Algo a começar este domingo, com importante jogo que pode ditar o posicionamento para esse desiderato, visando o regresso a uma divisão do mais vasto âmbito nacional.

Com efeito, domingo Felgueiras revive momentos de antigo entusiasmo, no prélio futebolístico a ter lugar no estádio felgueirense, através de confronto dos dois clubes que seguem a par no comando do campeonato distrital da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto – o Clube Académico de Felgueiras e o Salgueiros 08. Um jogo, de dois galos para um mesmo poleiro, como será a primazia do lugar primeiro do campeonato portuense, desta feita num cenário ambiental condizente, agora que o recinto emblemático do futebol de Felgueiras, o Estádio Dr. Machado de Matos, está de novo com um aspecto digno, dotado com relvado, reposto que foi o verdejante piso de jogo. 

Ora, quer se queira quer não, o fenómeno futebolístico sempre foi e será um pólo de interesse para a identidade, no sentido da representatividade, de qualquer terra e região, atendendo à promoção e divulgação, entre tudo o que envolve tal facto sobejamente reconhecido. Surgindo então, perante o cenário que se avizinha, como que uma tentativa de recuperação da antiga importância desse emblema, como é o clube melhor colocado com o nome do concelho, posicionado entre os símbolos locais. Deixando assim de haver um silêncio que fazia mossa, para se fazer ouvir um clamor de bairrismo, tão necessário, como que a tirar dos baús de recordações os antigos e perenes adereços da simbologia concelhia. 

Assim sendo, como nos arcanos do íntimo felgueirense sempre terá de constar material como a bandeira, o mapa e o disco do hino do concelho de Felgueiras, mais livros ou algo que ilustre e perpetue a História local, pese algum esquecimento ou desinteresse que paira sobre esses símbolos (que ao menos deverão integrar o acervo das instituições mais carismáticas e outros organismos de funcionalidade cultural), também outros bens, como se revela afinal o futebol a nível regional, representam uma parte deveras sintomática do que, no fim de contas, será a reconciliação do presente com o passado, quão afectivo foi esse mundo da bola para a auto-estima felgueirense até há alguns anos passados. Conjugando o retorno dos anteriores cachecóis listados de azul e vermelho ao dorso dos adeptos entusiastas, qual sentimento reproduzido do ex-líbris monte de Santa Quitéria a distender-se como um dinossauro nas cercanias. 

Tal qual antigamente o futebol felgueirense movia multidões e provocava emoções, como quase mais nada nem ninguém conseguia assim, pode muito em breve reeditar-se essa característica forma de manifestação colectiva, na possível ascensão do futebol de Felgueiras à imediata divisão nacional. Como que voltando a configurar a região pelo bom Felgueirismo, na salvaguarda do que deve unir o concelho. 

© Armando Pinto

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Júlio Magalhães: Maior Dimensão para o Porto Canal, do F. C. Porto


Com vista a dar outra dimensão nacional ao canal televisivo portista, o F. C. Porto deu mais um passo na aposta que está a ser ganha, desse meio de comunicação de ligação ao clube, com a divulgação do nome que se falava para dirigir a estação, o jornalista Júlio Magalhães. Rosto esse oficialmente apresentado na tarde desta terça-feira, 10 de Janeiro, como novo director do Porto Canal.

Júlio Magalhães, de 48 anos, antigo basquetebolista do F. C. Porto, consuma assim transferência da TVI para o Porto Canal, a estação televisiva onde os portistas entraram em Julho passado, sendo cabeça de cartaz de um projecto no qual a Porto SAD tem apostado forte. Com vasta bibliografia publicada sobre o F. C. Porto, Júlio Magalhães iniciou-se no jornalismo no extinto "O Comércio do Porto" em 1980, na secção de desporto, tendo-se estreado em televisão corria 1989 na RTP, de onde transitou para a TVI em 1998.


Conforme transpirou do evento, que teve lugar nas instalações da própria estação azul e contou também com a presença do presidente dos dragões, Pinto da Costa, foi vincado que o Porto Canal quer ganhar expressão e representatividade nacional, o que justifica a abertura de delegações em Lisboa e Braga e a contratação de Júlio Magalhães para diretor-geral da estação. "É nesse interesse da região que vamos abrir uma delegação em Braga e também em Lisboa. Sobretudo para que em Lisboa possamos estar junto daqueles que sendo do norte estão em Lisboa. Ao serviço do país e populações na Assembleia da República, ou industriais e comerciantes nas suas ocupações", explicou Pinto da Costa, presidente do FC Porto. O objectivo é que o Porto Canal possa "cobrir todo o país", num "desafio" para o qual "conta muito" com a "experiência" de Júlio Magalhães, que deixou a TVI e vai assumir o desafio à frente do projeto associado ao clube do coração. Confrontado com a possibilidade do F. C. Porto avançar para a criação de um grupo de media, o dirigente-mor do clube respondeu com um "nunca se sabe". "Temos a Porto Media. Já temos uma revista, um site e temos em vista uma colaboração com uma rádio para termos também o nosso espaço radiofónico. Tudo é possível", disse.


- t’ ANTAS Glórias ( 2003) 

Júlio Magalhães acredita que no Porto Canal pode mostrar "na prática" algumas das suas ideias: "Fui defensor da cidade do Porto, da Região Norte, até da regionalização. Nunca tive grandes oportunidades para o mostrar em termos práticos. Como passar e transmitir essa mensagem. O Porto Canal pode permitir-me isso e passar das palavras aos actos". "Quero deixar perceber a todo o país que no Porto há massa crítica, competência e é possível também fazer um canal. As TVI, SIC e RTP são canais sediados em Lisboa feitos para todo o país. Porque não pode o Porto ter um canal feito no Porto também para todo o país?", acrescentou. Juca, como foi tratado por Pinto da Costa, resumiu o principal objectivo do projecto: "Pediram-me um canal que transporte todo o norte a todo o país e, se possível, ultrapassar as fronteiras de Portugal".


- "F C Porto – 100 MOMENTOS" (2007) 

O Presidente do FC Porto elogiou a actual equipa na mesma estação, considerando que "é uma equipa à Porto". Pinto da Costa lembrou que o trabalho feito até aqui tem grande qualidade e que a nova contratação é mais um passo para chegar ao grande objectivo de ter uma televisão forte sediada no Norte.


- "365 RAZÕES PARA SER PORTISTA" (2008) 

Júlio Magalhães entra em funções no próximo 1 de Fevereiro, juntando-se a Domingos de Andrade, director de informação e programação, e a Rui Cerqueira director de conteúdos FC Porto.


Em ilustração de tudo isto, entremearam-se neste "post" algumas imagens dentro do quadro apresentado, como revisão do trabalho entretanto realizado por Júlio Magalhães no âmbito portista, através de cuja visualização recordamos (do que possuímos, em nossa biblioteca particular, nalguns casos com dedicatórias autógrafadas) os livros que o mesmo publicou num universo de cultura geral portista.


- “Onze” (brochura, 2008).

Como encerramento, para findar com um enquadramento pertinente, relaciona-se o que já há tempos e em oportunidade devida demos nota, do historial de envolvência do F. C. Porto nos meios de comunicação – conforme se pode rever em


© Armando Pinto

Sábado, 7 de Janeiro de 2012

Romagem à memória de Pedroto (em dia de "Sporting - F. C. Porto")...


Em dia de jogo importante do F. C. Porto, estando presente em todos os sentidos o embate do F. C. Porto no reduto do Sporting, apraz exercer uma homenagem ao Mestre Pedroto – o homem que a partir de meio da década de setenta, do século XX, assumiu no banco portista a luta contra a macrocefalia então vigente e, de braço dado com Pinto da Costa, deu luz verde à caminhada gloriosa do F. C. Porto. Propiciando-se aqui e agora recordar também esse personagem Portista na coincidência de data, por se estar em pleno dia da efeméride de seu desaparecimento físico. Pois foi… a 7 de Janeiro de 1985 que faleceu o Mestre, José Maria Pedroto, após doença prolongada. 

Na pertinência da efeméride, damos um relance pela edição especial do jornal O Porto desse tempo, revivendo algumas das imagens relacionadas que incluíram tal número extra do então órgão do clube (antigo jornal semanal, e por vezes quinzenal, o qual por esses dias estava limitado como mensal na transição existencial com a revista Dragões que estava já na forja).



Nesta fugaz rememoração, incluindo imagens do funeral que se realizou no dia seguinte, inculcamos algum material alusivo, visto a comunicação social do país não ter grande acervo deste e outros acontecimentos nortenhos – no epílogo físico, mas não espiritual, desse grande vulto que foi José Pedroto – a quem «dezenas de milhares de pessoas acompanharam, numa manifestação inédita de amor e saudade, desde as Antas ao Mausoléu do F. C. Porto. Levaram cravos de Abril e o espírito do dragão que ia afirmar-se como o mais poderoso num reino antes dominado por águias e leões…»



Ora, evocando sua figura, convoca-se a esperança dum bom resultado para o “clássico” desta noite, 7 de Janeiro de 2011, de modo a que possa haver, com desportivismo, vontade e possibilidade (...) de vencer, mais uma marca histórica a prevalecer no Portismo memorial. 

© Armando Pinto 

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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Em época de bacalhau tradicional: Recordação de Leopoldo “Bacalhau”…Um Histórico do F. C. Porto.


Na passagem do tempo natalício, em que o bacalhau foi rei na gastronomia da quadra, ainda é época desse fiel amigo da mesa portuguesa até aos Reis; havendo, pelo menos em muitas terras no norte do país, a tradição de se lhe voltar a tomar o paladar na noite chamada dos Reis, mais própria dos cantares anuais das Reizadas. Daí, por outras vias, calhe bem, por analogia extensiva, dar aqui uma entoação a memorizar um tal Leopoldo “Bacalhau”… nome que, podendo não dizer muito às gerações actuais, merece referência, enquanto é tempo. 

Mas já lá vamos. Enquanto, para um antecipado e devido reconhecimento, se intercalam imagens desse antigo futebolista. Como haverá muitos outros, mais, a merecerem idêntico tratamento memorial.


Indo por partes: Derivado aos efeitos da instabilidade deste tempo de inverno, um princípio de estado gripal, ou algo do género, originou um breve estágio acamado que alongou período de acalmia nestas lides, no começo de novo ano. Somando aos cardio-antecedentes (inventando esta forma de dizer, só para evitar mais delongas), também a temporária falta de apetite pela escrita, no sentido de divulgação do acervo angariado, chegou para até ser por aqui colocada hipótese de uma pausa mais vasta, na dúvida se valerá mesmo o esforço, apesar de tudo. Mas, para já, continua-se com isto, até onde der. 

Voltando então a dar-se publicamente algo desta recolha de dados, o que desta vez aqui se traz no alforge puxa para vários sentidos, dando agora, no caso, para recordar algo relacionado com actualidade próxima.


Mas antes disso, ainda também, a propósito, aflora um à parte duma curiosidade acrescida, devendo referir que isto do alforge não tem nada a ver com um dos livros que há anos escrevemos sobre a história da nossa região: “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”… Visto, então, ter havido pessoas desconhecedoras do significado do termo Alfoz que, para não darem parte de fracas, assimilaram outro muito diferente… do que eram as circunscrições administrativas, qual termo identificativo em história local…

Com uma carga assim no bornal, de nível nacional, trazemos para repartir desta feita uma memorieta mais ligeira, atendendo à proximidade do clássico de futebol que se aproxima para ser disputado em Lisboa. E perante a onda que volta a abater-se sobre a comunicação social, com a mira de engrandecimento dos clubes lisboetas, como é costume em Portugal.


- Uma jogada com Leopoldo presente na equipa principal do F. C. Porto, em 1971/72, na estreia de Flávio: fase do encontro vitorioso contra o Union do Chile. 

Ora, enquanto por Lisboa as televisões, rádios e jornais não têm pejo em fazer quase o diário do internamento hospitalar do Eusébio, procurando endeusar alguém só porque representou e representa ainda os tempos das vacas gordas do clube do regime – o que leva a pensar que virá aí outro luto nacional quando falecer, como foi com o Feher, comparativamente ao que (não) aconteceu quando desapareceram antigos valores do F. C. Porto, por exemplo… e a mesma comunicação social branqueia os também recentes favores de arbitragem ao Benfica… dizíamos, aproxima-se o Sporting-Porto, jogo importante afinal. E nunca se sabe o que pode estar a ser maquinado, nos bastidores dos poderes do desporto português, dentro de tais quadros e do que é useiro e vezeiro no mundo luso… 

Isto leva a, nestas ocasiões, vir sempre à memória tantos e tantos casos históricos acontecidos, com influência em resultados de jogos e campeonatos. Nesse prisma, embora para não incidir num caso dos prélios com os verdes alfacinhas, trazemos à tona um episódio praticamente esquecido, e que faz emergir também um nome pouco recordado. Passou-se em 1968/69, ao tempo da primeira passagem de Pedroto pelo F. C. Porto como treinador principal e da entrada na mesma equipa portista do defesa Leopoldo. 

Leopoldo, de nome completo Leopoldo José Nogueira Amorim, era então e ficou conhecido por Leopoldo Bacalhau, graças a tal epíteto curioso, sendo natural da própria cidade do Porto, onde, segundo dados conhecidos, nasceu a 19 de Novembro de 1948. Como futebolista, oriundo das camadas jovens do Progresso, teve ainda formação no F. C. Porto, havendo passado a integrar o plantel sénior em 1968, em cujo decurso da época assumiu posição efectiva de defesa esquerdo, através de particularidades que não se esquecem facilmente.


Pois, quem é e tem ideia desses tempos (quando o F. C. Porto não tinha possibilidades de vencer campeonatos e taças, que eram por norma distribuídos por anos seguidos, em mãos cheias, ao clube do regime e, de permeio, deixavam os leões rugir um ano ou outro de vez em quando), Pedroto conseguira em 1968 meter uma lança em África ao ganhar a Taça de Portugal. Na época seguinte, apesar de obscuras ocorrências, mesmo assim Pedroto estava a conseguir gerir a equipa portista, a pontos de estar colocada no topo da classificação, na chegada da Primavera, o que começou a dar entusiasmo acrescido aos adeptos fiéis, numa onda de esperança em toda a gente que se revia no simbolismo Portista. A equipa do FCP nesse ano estava forte, com Américo sempre em grande plano na baliza, numa retaguarda reforçada com Atraca, Valdemar, Rolando, Sucena, Bernardo, mais um meio campo onde pontificava Pavão, Eduardo Gomes, enquanto Custódio Pinto era pau para toda a obra e no ataque se destacavam Djalma, Lisboa e Nóbrega, entre outros. Havendo de reserva alguns reforços em espera, como Rui, Almeida, Mário, Fernando e Francisco Baptista, por exemplo, e jovens como Alberto, Luís Pereira, Victor Gomes, Acácio, Chico Gordo e Malagueta. Deu-se então o caso de Pedroto ter dado início aos estágios antecedentes aos jogos, o que colidia com a vida de alguns jogadores que tinham outras ocupações, nesses tempos. Pedroto então suspendeu e retirou da equipa Américo, Custódio Pinto, Eduardo Gomes e Alberto. E pôs a jogar Rui, Leopoldo, Vitor Gomes e Chico Gordo, ao lado dos consagrados. Factos que nem vale a pena recordar demasiado, ou pelo menos aprofundar aqui e agora (por quem como adepto sentiu esse tiro nos pés, que pesou sobremaneira na perda desse campeonato). Apenas vem ao caso porque, com isso, apareceu Leopoldo, então jovem lançado por Pedroto na primeira equipa e logo como capitão, num jogo importante, no campo da Cuf, do Barreiro. Aí, uma vitória saborosa deu asas ao sonho, que passados dias se esfumou, primeiro com um desaire diante da Académica, num daqueles jogos totalmente contra natura… e depois um empate que não podia aparecer mas aconteceu, perante o União de Tomar, com o golo da igualdade a surgir quase no expirar do encontro (aos 36 minutos da 2ª parte), numa inventona autêntica…


- Uma faceta de Leopoldo como "capitão", durante digressão a África no período da Páscoa de 1969. 

À época, porque a envolvência dos acontecimentos colocava toda a gente contra a estrutura interna, o caso passou quase como mera fatalidade… mas, foi esquisito. Por isso não pode continuar no olvido. Há tempos deparou-se uma prova, ao autor destas linhas, jovem que nessa era viu fugir esse título nacional… E, como Leopoldo, sem culpa, obviamente, esteve envolvido, então como vítima, damos fé da apreciação que – pasme-se – o jornal A Bola deu, procurando encobrir o sol com uma peneira...  e acabou por registar.

Eis essa pérola:

« 2-2, aos 36 m., por Leitão, na transformação de uma grande penalidade. Na área, ao perseguir a bola, Leopoldo tropeçou, caiu e, na queda, exactamente para o lado oposto ao da bancada central, deve ter tocado com a mão no esférico. De frente, o juiz de linha, em posição para avaliar o lance, assinalou peremptoriamente a falta, indicando a grande penalidade que Leitão apontou com força e de maneira a fazer tabelar a bola na face inferior da barra, de onde seguiu para as malhas.»


Não é lapso… escreveram mesmo: «… deve ter tocado com a mão no esférico…»! O que diz tudo... e mais alguma coisa!

Basta acrescentar, em epílogo, que o F. C. Porto perdeu esse campeonato pela diferença de dois pontos… e depois teve de se esperar mais uns anos, até 1978, para ser alcançado enfim o título nacional tão ansiado!


- Leopoldo na equipa que, em Setembro de 1969, esteve presente no jogo de despedida da carreira de Américo. 

Posto isto, resta rematar que, após essa época, Leopoldo permaneceu no lote principal do F. C. Porto até 1974/75, rumando de seguida ao Varzim e posteriormente ao Vitória de Guimarães. Ficando com um percurso digno na sua ligação ao futebol, mas também ligado involuntariamente a uma das histórias que sempre têm de ser contadas…!


- Leopoldo, em 1971, numa formação do F. C. Porto constituída por: Em cima (da esq. p/ d.ta): Rolando, Pavão, Valdemar, Leopoldo, Gualter e Armando; Em baixo (da esq. p/ d.ta): Seninho, Bené, Flávio, Abel e Ricardo. 


Obs.: Porque não faz mal rever "matéria dada”, recorde-se também alguns casos de jogos com o Sporting, através de anterior artigo sobre “Vislumbre histórico dos jogos…” 


© Armando Pinto 

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Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Feliz Ano Novo !!!


Formulando votos de Boas Entradas, com algo azul cingido ao corpo, conforme a tradição… 

O autor deseja a todos os amigos, colegas e confrades das andanças literárias da blogosfera, visitantes comentadores e mais leitores deste espaço: 

- Um Bom Ano de 2012, à medida dos desejos comuns, perante um horizonte em azul vivo e com vasto alcance dos anseios mais queridos, na materialização dos sonhos - porque o sonho comanda a vida e sempre que um homem (e mulher, obviamente) sonha, o mundo pula e avança…! 

) Armando Pinto